terça-feira 13 de janeiro

Estrelas da Olericultura Capixaba

A olericultura se destaca como um dos principais pilares da agropecuária no Espírito Santo. Em 2024, esse setor movimentou impressionantes R$ 2,49 bilhões, porém, esse resultado é impulsionado por apenas cinco culturas: tomate, gengibre, repolho, chuchu e inhame. Esses produtos juntos representam 66% da renda gerada pelas hortaliças no Estado, consolidando-se como as verdadeiras estrelas das hortas capixabas.

Cada um desses itens traz à tona características únicas da produção estadual, que se destaca pela diversificação, especialização das culturas e forte organização produtiva.

Tomate: A Líder Econômica

O tomate ocupa a posição de destaque no ranking econômico da olericultura. Em 2024, a produção alcançou 159,9 mil toneladas, o que corresponde a 18% do valor total do segmento. A peculiaridade do tomate está na sua produção, que se distribui de maneira mais equilibrada pelo território estadual, com ênfase em regiões como Afonso Cláudio, Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá. Essa distribuição geográfica atenua os riscos climáticos e de mercado, tornando a cadeia produtiva mais resiliente e estratégica para o abastecimento local.

Gengibre: Especialização Regional em Alta

O gengibre é um exemplo claro de especialização regional na olericultura capixaba. Com uma produção de 77,7 mil toneladas em 2024, essa hortaliça respondeu por 13% do valor total do setor. A produção se concentra principalmente em Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins, que juntos representam mais de 95% da produção estadual. O elevado grau de organização e padronização fez do Espírito Santo uma referência tanto no mercado nacional quanto internacional, destacando-se na exportação do produto.

Repolho: Volume e Eficiência

O repolho se destaca pelo volume significativo de produção, totalizando 205 mil toneladas em 2024, o que o coloca como o mais cultivado entre as hortaliças do Estado. Essa produção representa 12% do valor do setor. Contudo, a produção do repolho é bastante concentrada, com Santa Maria de Jetibá sendo responsável por quase 88% do total. Essa concentração garante eficiência produtiva, mas também exige uma atenção redobrada na gestão de riscos climáticos e sanitários.

Chuchu: Domínio Quase Absoluto

O chuchu leva a concentração produtiva a um nível ainda mais elevado. Das 198,1 mil toneladas produzidas em 2024, aproximadamente 97% vieram de um único município: Santa Maria de Jetibá. Esse domínio quase total resulta de uma combinação de clima favorável, conhecimento técnico acumulado ao longo dos anos e uma organização exemplar dos produtores locais, fazendo do município uma referência nacional na cultura desse vegetal.

Inhame: Um Equilíbrio Sólido

Por fim, o inhame completa o seleto grupo das hortaliças estrelas, apresentando uma configuração mais equilibrada. Com uma produção de 95,5 mil toneladas em 2024, o inhame corresponde a 11% do valor da olericultura. As principais regiões produtoras incluem Alfredo Chaves, Laranja da Terra e Marechal Floriano. A distribuição mais abrangente da produção reduz a dependência de um único polo, fortalecendo assim a estabilidade da cadeia produtiva.

Em suma, as cinco hortaliças que se destacam na olericultura do Espírito Santo demonstram que a força desse setor reside na combinação entre a especialização regional e a diversidade produtiva. Esses produtos sustentam a renda do setor, estruturam cadeias consolidadas e reafirmam a importância estratégica das hortaliças na economia agrícola do Estado.

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