Mobilização dos trabalhadores da educação
Na última quinta-feira (5), trabalhadores da educação em Pernambuco se reuniram no Recife para anunciar uma paralisação programada para o dia 10 de março. O ato foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) e aconteceu após uma passeata e assembleia em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), situada no Centro da capital.
Além da paralisação, está agendado um protesto em frente às escolas da rede estadual na quinta-feira, dia 12 de março, como parte da mobilização pela Campanha Salarial Educacional 2026. Segundo Ivete Caetano, presidenta do Sintepe, “Já faz um mês que entregamos a pauta de reivindicações da Campanha Salarial Educacional ao Governo do Estado. Tivemos uma mesa de negociação, mas não houve nenhuma proposta concreta da parte da gestão”. A pressão visa garantir melhorias nas condições de trabalho e nos salários dos educadores.
Principais reivindicações
Um dos principais pontos em discussão nesta campanha é a atualização do Piso Salarial do Magistério, que impacta toda a carreira dos servidores da Secretaria de Educação de Pernambuco. O novo cálculo, segundo a Medida Provisória n. 1.334/2026, sugere que a atualização anual do piso deve considerar a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, acrescida de 50% da média da variação da receita real do Fundeb. A partir dessa nova regra, o piso foi reajustado em 5,4% para 2026, subindo de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, para uma jornada de 40 horas semanais.
Este aumento de 5,4% é uma das solicitações do Sintepe para os profissionais que já recebem acima do piso, conforme as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Além disso, a pauta da campanha deste ano exige a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Rendimentos (PCCR) para todos os cargos na educação, bem como a flexibilização da carga horária dos Analistas Educacionais, Assistentes e Auxiliares Administrativos, permitindo adaptações de 40 horas para 30 horas ou vice-versa. Outras demandas incluem questões relativas a concursos públicos, gratificações e formação continuada dos profissionais da educação.
Um alerta sobre a infraestrutura das escolas
A mobilização também se destaca como um alerta para as condições precárias enfrentadas por muitas escolas da rede estadual. Problemas estruturais graves têm sido observados, incluindo a necessidade de reparos na rede elétrica, a ausência de climatização adequada, merenda de baixa qualidade e reformas que estão há muito tempo atrasadas. Os trabalhadores esperam que a visibilidade gerada por esses protestos leve o governo a tomar ações efetivas para resolver essas questões fundamentais.
As manifestações programadas para os próximos dias refletem a urgência das reivindicações e a necessidade de atenção às demandas dos profissionais da educação, que desempenham um papel vital na formação das novas gerações em Pernambuco. A pressão contínua por melhores condições de trabalho e salários adequados é fundamental para garantir uma educação de qualidade no estado.

