quinta-feira 5 de março

Início das Obras Previsto para o Primeiro Semestre

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) anunciou que, no primeiro semestre deste ano, dará início às obras do Parque de Ciência e Inovação, um espaço projetado para converter a produção científica em produtos, serviços e negócios. O investimento estimado para o projeto é de R$ 24 milhões, com recursos oriundos do Governo do Estado.

Área de Implantação e Expectativas

O Parque será edificado no campus da universidade, ocupando uma área de 3.761 metros quadrados, e estará vinculado ao Hub de Inovação da UEM. O processo de licitação deve ser iniciado em março, e a expectativa é que o complexo esteja operacional em até dois anos após o início das obras.

Um Ambiente Tecnológico Inovador

A proposta do Parque é criar um ambiente tecnológico acessível a todas as áreas de ensino da UEM, com a capacidade de acolher cerca de 50 deep techs, startups voltadas para a resolução de problemas complexos com base científica. O espaço será um ponto focado na captação de recursos, fortalecimento da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e formação de novos empreendimentos, incluindo parcerias público-privadas.

Avanço Estratégico para a UEM

Leandro Vanalli, reitor da UEM, destacou que esse projeto representa um passo significativo para a instituição. “Com o apoio do poder público, esses desafios podem se transformar em soluções passíveis de patenteamento e, potencialmente, em negócios que beneficiem a sociedade e fortaleçam o tripé ensino, pesquisa e extensão”, declarou.

Enfrentando um Desafio Nacional

Marcelo Farid, coordenador institucional do futuro Parque, ressaltou que o projeto busca enfrentar uma questão recorrente no Brasil: apesar de ser um dos maiores produtores de pesquisa científica do mundo, o país ainda enfrenta dificuldades para converter esse conhecimento em inovação no mercado. “Produzimos uma quantidade significativa de conhecimento, mas a apropriação desse conhecimento ainda é limitada. O Parque surge para apoiar e potencializar o que já está sendo desenvolvido dentro da universidade”, afirmou.

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