Representatividade do Nordeste nas Copas do Mundo
A participação de atletas nordestinos na Seleção Brasileira de Futebol, em Copas do Mundo, pode alcançar um novo marco em 2026. Desde a primeira edição do torneio, realizada em 1930, até a última, em 2022, o Brasil contou com a contribuição expressiva de jogadores nascidos na região, contribuindo para a conquista de suas cinco taças. Ao todo, 35 jogadores e membros da comissão técnica têm 60 participações em listas oficiais de convocação ao longo da história.
O alagoano Mário Jorge Lobo Zagallo é uma das figuras mais emblemáticas dessa trajetória. Ele, sozinho, acumula 7 convocações em diferentes funções, sendo o único a ter participado de quatro títulos mundiais. Outros nomes de destaque incluem Daniel Alves, Bebeto e o goleiro Dida, todos com três convocações.
O Nordeste tem se mostrado um celeiro de talentos que se destacam em momentos de glória da Seleção. Vavá e Zagallo, por exemplo, foram bicampeões em 1958 e 1962, enquanto Clodoaldo se destacou no tri da Seleção em 1970. Nas edições seguintes, a tradição nordestina continuou a se reafirmar, com jogadores como Bebeto e Mazinho, em 1994, e Rivaldo, Dida, Vampeta e Júnior Nagata, na conquista do Penta em 2002.
Desde 1930, a região formou nove campeões mundiais, além de fazer parte das comissões técnicas das equipes vitoriosas, com destaque para:
- **1958 e 1962**: Vavá (PE), Zagallo (AL), Zózimo (BA) e Dida (AL, atacante);
- **1970**: Clodoaldo (SE) e Zagallo (AL, técnico);
- **1994**: Bebeto (BA), Aldair (BA), Ricardo Rocha (PE), Mazinho (PB) e Zagallo (AL, coordenador);
- **2002**: Rivaldo (PE), Dida (BA, goleiro), Vampeta (BA), Edílson (BA) e Júnior Nagata (BA);
Para a Copa do Mundo FIFA de 2026, a Seleção Brasileira conta com um contingente promissor de atletas nordestinos. Jogadores como Bremer (Itapitanga-BA), zagueiro da Juventus, Joelinton (Aliança-PE), meia do Newcastle, e os laterais Douglas Santos (João Pessoa-PB), do Zenit, e Luciano Juba (Serra Talhada-PE), do Bahia, estão entre os cotados para representar o Brasil.
Se confirmados, esses novos convocados elevarão a representatividade do Nordeste na Seleção para 40 atletas, o que representa aproximadamente 10,5% do total de convocados ao longo da história do Brasil. É importante ressaltar que Bremer já participou da Copa de 2022 e, por isso, não foi contabilizado no novo número.
O recorde de convocados nordestinos em uma única edição foi estabelecido em 1998, quando cinco jogadores da região, incluindo Aldair, Bebeto e Zagallo, estavam na delegação brasileira, com Zagallo assumindo o comando do time.
Em uma análise por estado, a Bahia se destaca como o estado com o maior número de atletas convocados para as Copas do Mundo. A seguir, confira a lista dos 35 nordestinos convocados entre 1930 e 2022:
Bahia (15 Nomes)
Zózimo (1958, 1962) – Salvador
Maneca (1950) – Salvador
Zequinha (1962) – Salvador
Luís Pereira (1974) – Juazeiro
Toninho Baiano (1978) – Vera Cruz
Aldair (1990, 1994, 1998) – Ilhéus
Bebeto (1990, 1994, 1998) – Salvador
Júnior Baiano (1998) – Feira de Santana
Dida (Goleiro) (1998, 2002, 2006) – Irará
Vampeta (2002) – Nazaré
Edílson (2002) – Salvador
Júnior Nagata (Lateral) (2002) – Santo Antônio de Jesus
Daniel Alves (2010, 2014, 2022) – Juazeiro
Dante (2014) – Salvador
Bremer (2022) – Itapitanga
Pernambuco (11 Nomes)
Armandinho (1934) – Recife
Ademir de Menezes (1950) – Recife
Vavá (1954, 1958, 1962) – Recife
Rildo (1966) – Recife
Ricardo Rocha (1990, 1994) – Recife
Rivaldo (1998, 2002) – Paulista
Juninho Pernambucano (2006) – Recife
Josué (2010) – Vitória de Santo Antão
Hernanes (2014) – Recife
Santos (1966) – Recife
Tati (1934) – Recife
Paraíba (4 Nomes)
Índio (1954) – Cabedelo
Júnior (Meio-campo) (1982, 1986) – João Pessoa
Mazinho (1990, 1994) – Santa Rita
Hulk (2014) – Campina Grande
Alagoas (4 Nomes)
Zagallo (Jogador: 58/62 | Técnico: 70/74/98 | Coordenador: 94/06) – Atalaia
Dida (Atacante) (1958) – Maceió
Mirandinha (1974) – Chã Preta
Roberto Firmino (2018) – Maceió
Sergipe (1 Nome)
Clodoaldo (1970) – Itabaiana
