quarta-feira 22 de abril

Circuito Cultural com Exposições e Ofertas Literárias

O festival Pequeno Encontro da Fotografia está prestes a agitar o Recife, realizando sua primeira edição entre os dias 22 e 25 de abril de 2026. O evento conta com recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), além do apoio da Fundarpe e da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco (Secult-PE). Durante os quatro dias, diversos artistas de diferentes partes do Brasil terão a oportunidade de apresentar suas obras em atividades como a Ciranda Fotográfica e as Projeções, que acontecerão nas dependências do Núcleo de Gestão do Porto Digital, situado no Bairro do Recife.

No mesmo espaço, ocorrerão oficinas ministradas por renomados profissionais, como Marina Feldhues (PE) e o Coletivo Ciano, Cidade (PE). Para aqueles que buscam um ambiente mais tranquilo, o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam), localizado na Boa Vista, será o cenário do Café Pequeno, onde livros serão lançados e obras de fotógrafas convidadas serão exibidas, além de imagens capturadas durante a Expedição Fotográfica. E o melhor: todas as atividades têm entrada gratuita!

Um Desafio que Vale a Pena

Os curadores do festival, Eduardo Queiroga, Maria Chaves e Mateus Sá, destacam que, embora desenhar o Pequeno Encontro da Fotografia tenha suas dificuldades, as recompensas são inegáveis. “Este ano, ampliamos o espaço para convocatórias na programação, o que nos trouxe muitas propostas variadas. A diversidade e a pluralidade sempre foram o motor do nosso evento”, afirmam.

As obras que serão exibidas na Ciranda Fotográfica e nas Projeções foram escolhidas através de uma convocatória, e a curadora Greice Schneider, da UFS, enfatiza a diversidade de temas abordados. “A curadoria buscou um equilíbrio entre diferentes perspectivas, refletindo questões contemporâneas, como corpo, gênero, memória e território. Esses temas estão conectados tanto ao fazer fotográfico quanto ao pensar sobre a fotografia hoje”, comenta.

Identidade e Relações Sociais em Foco

Os trabalhos selecionados também abordam temas como identidade e ancestralidade, além das relações entre os humanos e a natureza. Algumas obras trazem imagens de álbuns de família e outras foram criadas em locais emblemáticos, como terreiros de candomblé no Recife e em Olinda, a aldeia Ulupuwene no Alto Xingu (MT), e a Serra dos Paus Dóias, situada na Chapada do Araripe (PE).

Os participantes da Ciranda Fotográfica poderão votar na sua obra favorita, e os dois trabalhos mais votados receberão um prêmio de cinco impressões Fine art de 30 x 45 cm, feitas pelo ADI – Atelier de Impressão, um dos apoiadores do festival. A divulgação dos vencedores será feita durante o Café Pequeno, que encerrará o festival em um clima de confraternização.

Lançamentos e Exposições Empolgantes

O Café Pequeno contará com o lançamento de três livros significativos. O primeiro, intitulado “Arquivo, Fotografia e a Carne Negra”, de Marina Feldhues, oferece uma reflexão crítica sobre a intersecção entre arquivos, fotografia e a carne negra na construção de realidades. Outro destaque é o fotolivro “Sertão de Lembranças”, que busca integrar fotografias familiares e poesia por meio da colaboração entre o fotógrafo José Afonso Jr. e a poetisa Mariana Véras (PE).

Além disso, o projeto Mergulho, que reúne 21 obras, combina imagens de objetos cotidianos e poemas, sendo uma das últimas criações da fotógrafa Eliane Velozo, que trabalha com deficiência visual. A videoarte “Madonnas e Fridas”, idealizada por Ana Sabiá (SC), também será apresentada, trazendo uma experiência colaborativa em torno de maternidades e fotografias, resultado de uma convocatória pública.

Oficinas e Atividades Abertas ao Público

No encerramento do festival, o Café Pequeno ainda exibirá os resultados das oficinas realizadas durante a 11ª edição, incluindo “Fotografia Experimental” e “Colagem e a fabulação de si”. Além disso, imagens capturadas durante a Expedição Fotográfica, que é aberta ao público, serão projetadas. Este evento não exige inscrição prévia e é ideal para todos, mesmo para aqueles que não são profissionais da fotografia. A organização recomenda o uso de câmeras digitais, incluindo smartphones, para facilitar a participação na projeção coletiva.

O festival Pequeno Encontro da Fotografia promete não apenas ser um espaço de exibição, mas também uma oportunidade de aprendizado e troca cultural, enriquecendo ainda mais o cenário artístico de Pernambuco.

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