Ampliação da segurança digital em Pernambuco
A Agência de Tecnologia da Informação de Pernambuco (ATI-PE) intensificou sua estrutura de defesa contra ataques cibernéticos, enfrentando diariamente mais de 700 mil tentativas de invasão ao ecossistema digital dos serviços públicos do estado. Esse cenário levou à criação da superintendência de Segurança Cibernética, formalizada pelo Decreto Estadual nº 61.339, de 10 de setembro de 2026, com efeitos retroativos a 1º de setembro.
O comando da nova superintendência está a cargo do delegado da Polícia Civil Sérgio Luís, especializado em crimes digitais. Ele lidera as ações de prevenção, monitoramento e resposta a incidentes, buscando garantir a integridade dos sistemas estaduais e a continuidade dos serviços públicos.
Funções estratégicas e integração dos sistemas
Entre as responsabilidades da superintendência está a análise de riscos dos órgãos estaduais, a definição de políticas comuns de segurança e a implementação de regras para a governança digital. Além disso, coordena procedimentos de prevenção e reação a incidentes, focando na proteção dos dados e na manutenção dos serviços públicos essenciais.
Pernambuco conta com três data centers estratégicos vinculados às secretarias de Educação, Fazenda e Tecnologia da Informação. A concentração de sistemas e dados nessas estruturas exige uma abordagem integrada de proteção, monitoramento e gerenciamento de riscos.
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Fonte: amapainforma.com.br
O projeto de expansão da Rede PE Ultra Digital, que prevê ampliar os pontos de acesso à rede estadual, também integra o planejamento de segurança, já que a maior conectividade entre órgãos públicos eleva a necessidade de fortalecer a proteção dos dados e dos serviços digitais.
Centro Integrado e inteligência policial em ação
Para ampliar a capacidade operacional, a ATI-PE criou o Centro Integrado de Segurança Cibernética (CISC), destinado a fortalecer o monitoramento e a resposta a ameaças digitais. Esta iniciativa faz parte do esforço do governo para elevar a segurança dos sistemas públicos.
Outra medida importante é a intensificação da parceria com a Secretaria de Defesa Social (SDS), unindo a inteligência policial às equipes de proteção dos sistemas governamentais. Essa colaboração facilita o compartilhamento de informações e a atuação conjunta diante de incidentes cibernéticos.
O delegado Sérgio Luís destaca que a integração entre órgãos estaduais e a adoção de boas práticas são essenciais para proteger os ativos digitais da administração pública. A superintendência define ainda diretrizes para garantir a segurança e a continuidade dos serviços digitais oferecidos à população.
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Fonte: gpsbrasilia.com.br
Capacitação e continuidade dos serviços públicos
A estratégia da ATI-PE inclui a formação dos servidores públicos, preparando-os para identificar riscos e colaborar na prevenção de ataques digitais. Além disso, há investimentos em infraestrutura corporativa e parcerias com programas de pesquisa aplicada, como o Cientista Arretado.
Outro destaque é o trabalho do centro de operações da Brigada Cibernética de Pernambuco, que fortalece a capacidade de resposta a ameaças e assegura a continuidade dos serviços digitais essenciais para a população.
Assim, a superintendência atua em governança, gerenciamento de riscos e coordenação das medidas de segurança cibernética, acompanhando o crescimento da infraestrutura digital do estado e garantindo a proteção dos sistemas públicos.

