sexta-feira 6 de fevereiro

Monitoramento Sem Registro Formal

A Polícia Civil de Pernambuco comunicou que não existem registros ou documentos em seus arquivos relativos à investigação do secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, que foi alvo de monitoramento pela corporação. Um dispositivo rastreador foi colocado em seu veículo sem a devida autorização judicial.

Em resposta à defesa do secretário, a Delegado-Geral da Polícia Civil afirmou que a investigação teve início a partir de uma denúncia anônima recebida fisicamente em um envelope. Segundo a delegada, a missão de inteligência foi finalizada sem a confirmação de qualquer indício de atividades ilícitas, razão pela qual nenhum relatório foi elaborado.

Adicionalmente, a Polícia Civil esclareceu que não houve a elaboração de boletins de ocorrência, a abertura de Verificação Preliminar de Informação – procedimento que visa apurar denúncias antes da formalização de um inquérito – e não foram gerados processos no Sistema Eletrônico de Informações. Não houve também designações específicas para investigação nem ofícios de comunicação judicial.

A instituição reiterou que sua equipe atuou dentro de suas atribuições normativas na DINTEL (Diretoria de Inteligência da Polícia Civil), conforme declarado em nota.

Tensão Política entre João Campos e Raquel Lyra

Esse episódio gerou um intenso embate entre o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora Raquel Lyra (PSD), ambos se preparando para uma corrida ao governo do estado. O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Gilmar Mendes determinou que a Polícia Federal conduza uma investigação para averiguar se houve “instrumentalização do aparato investigativo para fins políticos”. O governo de Pernambuco refuta qualquer irregularidade no processo.

Raquel Lyra manifestou-se publicamente após a decisão do STF. Em um vídeo postado nas redes sociais, a governadora enfatizou que não há, por parte do seu governo, “nenhuma orientação para perseguir quem quer que seja”.

“A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição de estado, com autonomia e responsabilidade funcional. Ela não é subserviente a interesses políticos e jamais se tornará instrumento de ninguém. Este não é o momento de distorcer a realidade ou transformar um assunto técnico em palanque eleitoral”, afirmou a governadora em seu pronunciamento.

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