Recife e o Mercado Imobiliário em 2025
Adquirir um imóvel residencial no Brasil tornou-se mais oneroso em 2025. Conforme o Índice FipeZAP, divulgado nesta terça-feira (6), os preços de venda residencial aumentaram, em média, 6,52% ao longo do ano, superando a inflação e marcando a segunda maior alta anual da última década.
No Recife, no entanto, observou-se uma leve acomodação. A capital pernambucana registrou uma queda de 0,23% em dezembro, seguindo a desaceleração que se espalhou pelo país no último mês do ano. Apesar disso, no acumulado de 2025, os preços dos imóveis residenciais na cidade aumentaram 6,64%, desempenho que se alinha à média nacional.
O valor médio do metro quadrado na capital pernambucana fechou novembro em R$ 8.446, posicionando Recife como a 11ª cidade na lista de preços entre as capitais brasileiras. Esse dado é significativo, especialmente em um momento onde o mercado imobiliário se mostra volátil.
Destaques do Nordeste
Embora tenha ocorrido uma leve queda em dezembro, o Nordeste se destacou ao longo do ano, com várias capitais apresentando as maiores altas do país. Salvador liderou o ranking nacional, com uma valorização expressiva de 16,25% em 2025. Na sequência, João Pessoa registrou um aumento de 15,15%, seguida por São Luís (+13,91%) e Fortaleza (+12,61%).
Cidades nordestinas como Maceió (+10,50%) e Natal (+8,51%) também mostraram um desempenho robusto, evidenciando o apetite crescente do mercado imobiliário na região. A valorização dos imóveis é um indicador de como a demanda está aquecida, refletindo a confiança do consumidor.
Valorização dos Imóveis em 2025
De acordo com a análise do FipeZAP, os imóveis com um dormitório lideraram a alta nacional em 2025, com uma valorização média de 8,05%. Essa tendência ajuda a explicar o desempenho positivo em mercados urbanos e litorâneos, onde a procura por imóveis menores, mas bem localizados, se intensifica.
Em dezembro, o índice registrou uma alta média de 0,28%, que ficou abaixo do resultado de novembro (+0,58%) e também inferior ao verificado no mesmo mês de 2024 (+0,66%). Contudo, os preços avançaram em 44 das 56 cidades monitoradas, incluindo 18 capitais, o que revela uma certa resiliência do mercado mesmo com as oscilações na economia.
Balneário Camboriú se Destaca
No cenário nacional, o levantamento ratifica uma informação que já vinha chamando atenção: Balneário Camboriú (SC) é considerada a cidade mais cara do Brasil para a aquisição de um imóvel residencial. O preço médio do metro quadrado alcançou R$ 14.906, o maior entre as 56 cidades analisadas.
Na sequência, Itapema (SC) apresenta um preço médio de R$ 14.843/m², enquanto, entre as capitais, Vitória (ES) lidera com R$ 14.108/m², seguida por Florianópolis (R$ 12.773) e São Paulo (R$ 11.900). Essas cifras demonstram a variação acentuada nos preços dos imóveis pelo Brasil, refletindo as particularidades de cada região.
Por outro lado, na parte inferior do ranking, estão cidades como Pelotas (RS) e Betim (MG), com valores que não ultrapassam R$ 5 mil por metro quadrado, destacando a grande disparidade no mercado imobiliário brasileiro.

