quinta-feira 29 de janeiro

Governadora Reitera Compromisso com a Legalidade

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reafirmou, em coletiva nesta terça-feira (27), que “ninguém está acima da lei”, ao abordar a investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) em relação ao secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro. A declaração foi realizada após sua participação no evento “Substantivo Feminino”, promovido pelo YouTube no Bairro do Recife.

A manifestação de Lyra surge após a ampla repercussão de uma reportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record. O programa trouxe à tona suspeitas sobre o uso de métodos de espionagem por policiais da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) durante a apuração de uma denúncia anônima envolvendo o secretário municipal.

Conforme relatado, as investigações incluíram práticas como o uso de rastreadores em veículos, o que levou à abertura de processos internos para averiguar possíveis irregularidades. A Polícia Civil emitiu uma nota oficial assegurando que suas ações estão dentro dos limites legais e que qualquer desvio será rigorosamente apurado pela corregedoria da instituição.

Raquel Lyra comentou: “A polícia recebeu uma grave denúncia de corrupção e fez o seu trabalho de investigação dentro da legalidade. Nós, como governo de Pernambuco, sempre buscamos garantir a transparência e a isonomia. Ninguém está acima da lei. Precisamos combater a corrupção, e isso é exatamente o que fez a Polícia Civil”.

Reação da Base Governista na Alepe

A polêmica também mobilizou parlamentares da base governista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que passaram a se manifestar em defesa da governadora frente às críticas feitas pela oposição. Os deputados aliados de Lyra acusam adversários políticos de tentarem vincular o caso diretamente ao governo estadual.

A líder do governo na Alepe, deputada estadual Socorro Pimentel (União Brasil), publicou uma nota defendendo que “a defesa da democracia sempre foi um dos pilares mais importantes defendidos pela governadora Raquel Lyra”, e afirmou que “a oposição age de má-fé ao tentar transformar uma investigação policial em um circo midiático”. Ela enfatizou que nenhum político ou cidadão pode estar acima da lei e que questionar a integridade do trabalho da Polícia Civil é um desrespeito ao Estado Democrático de Direito.

Além disso, Pimentel expressou confiança na capacidade da Polícia Civil, declarando: “Confiamos plenamente no trabalho sério e responsável da Polícia Civil de Pernambuco, que se compromete com a verdade e a legalidade, e que conduzirá todas as investigações com rigor e respeito às leis”.

Críticas ao Movimento Político da Oposição

O vice-líder do governo na Alepe, deputado estadual Antônio Moraes (PP), intensificou as críticas à oposição, classificando a reação como um movimento meramente político. “É um movimento desesperado de quem só pensa em eleições, explorando informações distorcidas e não verificadas”, disse o parlamentar, que também ressaltou que a tentativa de vincular a governadora a irregularidades ignora o histórico de comprometimento da gestão atual com a transparência.

“Raquel Lyra já demonstrou, desde o início da sua gestão, seu real compromisso com a boa aplicação dos recursos públicos. As polícias de Pernambuco atuam de forma isenta e imparcial, devendo investigar qualquer acusação de ilícitos. E ela sempre é a primeira a determinar essas investigações”, destacou Moraes.

Antecipação do Debate Eleitoral e Cenário Econômico

O deputado também observou que o episódio se insere em um contexto de antecipação do debate eleitoral no estado. “Na campanha, cada um terá seu palanque e candidato. Aqueles que buscam desmoralizar a governadora, na verdade, se colocam contra o povo de Pernambuco”, ressaltou.

Adicionalmente, Moraes relacionou o ambiente político ao cenário econômico e institucional que o estado enfrentará nos próximos anos. Ele mencionou os impactos esperados da reforma tributária aprovada no Congresso Nacional, que prevê a unificação gradual de tributos e a redução de incentivos fiscais estaduais, exigindo maior competitividade entre os estados na atração de investimentos.

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