Uma Nova Era para a Ponte Giratória
A Prefeitura do Recife reinaugurou a Ponte 12 de Setembro, popularmente conhecida como Ponte Giratória, nesta terça-feira (23). A estrutura, que conecta os bairros do Recife e São José, estava interditada por mais de dois anos, passando por obras de requalificação fundamentais para sua segurança e funcionalidade.
O prefeito João Campos destacou a importância da recuperação da Ponte Giratória, respondendo às críticas sobre a extensão do período de obras. ‘A entrega foi feita antes do Natal. Algumas pessoas duvidaram e até torceram contra, mas hoje a promessa está cumprida. Trata-se de uma recuperação estrutural desafiadora. Se não tivéssemos realizado essa obra, a ponte poderia ter desmoronado’, afirmou.
Campos também enfatizou que o tempo necessário para a finalização da obra foi crucial para garantir a segurança da população. ‘Não aceitaria que qualquer cidadão andasse por uma ponte com risco de colapso. Quando fui eleito, não me escolheram para tomar decisões fáceis, mas para fazer o que é certo. Fizemos nossa parte e agora a ponte está novamente aberta’, assegurou.
Desafios e Custos da Obra
A recuperação da Ponte Giratória enfrentou diversos desafios, incluindo a descoberta de erros construtivos datados da década de 1970. Inicialmente, a previsão de gastos para a intervenção era de R$ 9,4 milhões, mas esse valor foi ampliado para R$ 21 milhões devido à complexidade das intervenções necessárias.
O retorno da Ponte Giratória é aguardado com expectativa pelos cidadãos que transitam pela área central do Recife. A estrutura é crucial para a conexão entre a Zona Sul e o Bairro do Recife, facilitando o fluxo de veículos e pedestres na região.
Durante o período de obras, a área ao redor da ponte também recebeu novos empreendimentos, como o Novotel Recife Marina e o Recife Expo Center, inaugurados no ano anterior e que têm contribuído para o aumento do movimento na região.
Impactos no Trânsito e Segurança Viária
Com a reabertura, os motoristas que vêm do Cais de Santa Rita em direção ao Bairro do Recife terão duas rotas disponíveis: a primeira consiste em seguir pela Ponte Giratória e pela Avenida Alfredo Lisboa, enquanto a segunda opção envolve um giro à esquerda na Avenida Martins de Barros, levando à ponte Maurício de Nassau.
Para os que transitam pelo Cais da Alfândega ou Rua Madre de Deus, a escolha é utilizar a Ponte Giratória para acessar a Zona Sul ou Zona Oeste, seguindo pela Avenida Martins de Barros e fazendo o retorno antes da Avenida Nossa Senhora do Carmo, indo pelo Cais de Santa Rita.
A Autarquia de Trânsito e Transporte (CTTU) anunciou que agentes estarão posicionados nas proximidades para orientar o tráfego e garantir a segurança tanto de pedestres quanto de motoristas.
A Ponte Giratória agora conta com duas faixas em ambos os sentidos, com uma modificação significativa: o sentido Bairro do Recife-Zona Sul/Oeste foi alterado para permitir um giro livre à direita no final.
João Campos ressaltou que a dinâmica do trânsito não será mais a mesma de antes da interdição. ‘Toda a circulação viária foi reformulada. Elaboramos um projeto para aumentar a capacidade, em sinergia com a chegada do Centro de Convenções. Isso mudará a maneira como a cidade flui’, completou.
Dados Estruturais da Ponte Giratória
A Ponte Giratória possui uma extensão total de 195 metros e é composta por cinco vãos. Seu design inclui um tabuleiro contínuo, com seção transversal em forma de caixão ao longo de toda sua extensão, transversinas e uma altura variável em cada apoio.
Com uma largura total de 22 metros, a ponte oferece passeios de pedestres de 3 metros no lado norte e 2 metros no lado sul, além de duas faixas de rolamento de cerca de 4 metros cada, com guarda-rodas de 0,2 metro em cada passeio.

