terça-feira 10 de fevereiro

Uma luta por equidade na política

No Senado, a presença feminina é apenas 19,7% do total de parlamentares, enquanto as mulheres representam 51,5% da população brasileira. Para alinhar essa discrepância e refletir a verdadeira proporção das mulheres na sociedade, seria necessária uma elevação de 31,8 pontos percentuais na representação feminina. A senadora professora Dorinha Seabra, do União do Tocantins, ao assumir a liderança da bancada feminina, enfatizou que a busca por equidade é essencial para assegurar que as vozes femininas sejam ouvidas em temas cruciais da sociedade. ‘Representamos mais de 50% da população e temos a responsabilidade de dar voz a quem não a tem’, afirmou a senadora, ressaltando a importância de tratar de questões como orçamento, tributação e áreas como saúde e educação.

A senadora Zenaide Maia, do PSD do Rio Grande do Norte, também abordou a relevância da presença feminina no cenário político. Apesar de ainda ser uma minoria, Zenaide acredita que as mulheres têm um papel fundamental na promoção de mudanças. Como exemplo, ela citou a mobilização da bancada feminina durante a votação do projeto do novo Código Eleitoral, que assegurou a manutenção das cotas de 30% para candidaturas femininas e 20% de cadeiras efetivas no Legislativo. ‘Foi a luta da bancada feminina no Senado que impediu, no ano passado, a aprovação de um novo Código Eleitoral que retirava nosso direito às candidaturas proporcionais’, destacou Zenaide. Segundo a senadora, sem igualdade de condições para as eleições, a sub-representação das mulheres em cargos públicos e eletivos vai persistir.

O projeto do novo Código Eleitoral aguarda votação no plenário da Casa. No entanto, mesmo que aprovado em breve, as novas regras de reserva de cadeiras para mulheres não valerão para as eleições de outubro. Isso se deve ao princípio da anualidade, que impede alterações com menos de um ano de antecedência das eleições. Assim, a luta pela equidade na política se torna mais urgente, já que o tempo corre contras as pretensões femininas de ocuparem mais espaços no cenário político. A discussão sobre a sub-representação feminina continua a ser uma pauta fundamental dentro do Congresso Nacional, e o papel das senadoras é central nesse debate. Da Rádio Senado, Marcela Diniz.

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