Inovação e Aprendizado
“A robótica com LEGO abriu uma porta para a gente entrar cada vez mais no mundo da tecnologia.” Essa afirmação é de Luise da Silva, de 14 anos, aluna do Sesi Cabo de Santo Agostinho, localizado na Região Metropolitana do Recife. Ela faz parte da equipe ‘Ogel’yx’, que participa do First Lego League Challenge (FLL), uma competição internacional que motiva alunos do ensino fundamental a se aprofundarem em ciência, matemática, tecnologia, engenharia e artes de maneira prática e divertida.
A introdução da robótica com LEGO no currículo do Sesi ocorreu há nove anos, resultado da adesão à FLL. Este programa nasceu de uma colaboração entre a organização americana FIRST (‘For Inspiration and Recognition of Science and Technology’) e o LEGO Group, conhecida mundialmente por seus brinquedos de montar.
A iniciativa, criada em 1989, busca despertar o interesse de crianças e adolescentes de 9 a 15 anos por áreas científicas e tecnológicas através da resolução de problemas reais com robôs construídos a partir de peças de LEGO. As equipes, compostas por dois a dez participantes, recebem anualmente um tema que direciona suas pesquisas e desafios relacionados ao cotidiano, estimulando a criatividade e o trabalho em grupo.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
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Fonte: olhardanoticia.com.br
Desenvolvimento de Soluções Inovadoras
Com base no tema proposto, os alunos desenvolvem protótipos que aplicam métodos científicos e metodologias de projeto para idealizar e executar propostas inovadoras. O programa, além de promover o aprendizado técnico, valoriza habilidades essenciais como cooperação, respeito e espírito esportivo. Durante as competições, os juízes avaliam a construção e programação dos robôs, o desempenho nas missões e a adesão aos chamados ‘Core Values’, que refletem os valores centrais do programa.
A equipe Ogel’yx, sob a orientação da professora de matemática e robótica Izadora Souza, tem três integrantes e uma monitora. Estão no time Antonio Gabriel (programador), Louise da Silva (programadora) e Mellina Gabriela (responsável por projeto e marketing), todos com 14 anos e alunos do 9º ano, além de Maiany Stephany, de 15 anos, que atua como monitora e está no 1º ano do ensino médio.
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Fonte: rjnoar.com.br
“Nossa equipe atua unindo criatividade, pesquisa e tecnologia. Desenvolvemos soluções inovadoras para os desafios, programamos robôs para cumprir missões e apresentamos nossas ideias de forma colaborativa e motivadora. Assim, mostramos como jovens podem propor respostas reais para problemas do mundo enquanto aprendem e se divertem”, detalha a técnica.
Desafios e Compromissos
Embora a proposta seja lúdica, a rotina do grupo exige disciplina. Os membros precisam equilibrar os treinos com os estudos, mantendo um bom desempenho escolar para permanecer na equipe. Antes das competições, as reuniões ocorrem três vezes por semana no período da tarde, mas, à medida que os torneios se aproximam, a frequência se intensifica para treinos diários.
“A pressão é grande, principalmente para aqueles que vão apresentar o protótipo e realizar as missões, já que a apresentação do nosso projeto representa a maior parte da pontuação nas competições”, comenta Antonio Gabriel, programador da equipe.
Necessidade de Patrocínio
Atualmente, o Sesi arca com os custos de itens essenciais, como kits de LEGO, fardamento, passagens e hospedagem para competições nacionais. Contudo, a professora Izadora ressalta a necessidade de um patrocínio para a equipe Ogel’yx. “O protótipo do Projeto de Inovação, na prática, sai do nosso bolso, assim como o dos alunos”, revela Mellina Gabriela. “No ano passado, enfrentamos grandes dificuldades devido à falta de verba para construir um robô mais completo. Tínhamos um projeto muito elogiado, mas a execução recebeu notas baixas por conta da falta de equipamentos adequados.”
