terça-feira 3 de fevereiro

Brasil: Um Ano de Superávit no Agronegócio

A produção agroindustrial de alimentos no Brasil requer vastas áreas de cultivo, solo fértil, condições topográficas favoráveis e recursos hídricos abundantes. Além disso, demanda um conjunto de fatores como competência, conhecimento, vocação, dedicação, criatividade e tecnologia, somados à sustentabilidade promovida por produtores rurais, trabalhadores, empresários do setor industrial, comércio e serviços, transportadores e consumidores. Ao falar sobre exportações, as exigências se intensificam, englobando o transporte rodoviário, aéreo, fluvial e naval, bem como a necessidade de atender às particularidades dos países e empresas importadoras, as preferências dos consumidores internacionais, legislações locais e a compreensão das tendências e oscilações da economia global.

Diante desse cenário, é motivo de celebração o fato de o Brasil ter encerrado 2025 com um superávit de 68 bilhões de dólares na balança comercial, superando diversos desafios, incluindo um tarifaço inédito de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, especialmente alimentos, em agosto. Essa tarifa foi gradualmente reduzida ao longo do ano.

Exportações e Desafios do Mercado Internacional

As exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025 caíram 6,6%, conforme dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar dessa queda, o Brasil exportou 348,7 bilhões de dólares, superando em 9 bilhões o recorde anterior estabelecido em 2023. O superávit comercial acontece quando a soma das exportações ultrapassa o total das importações, que em 2025 totalizou 280,3 bilhões de dólares, representando uma queda de 8,0% em relação ao ano anterior.

O superávit de 2025 ficou atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024, refletindo um recorde histórico de 348,7 bilhões de dólares em exportações, com importações também em patamar recorde de 280,4 bilhões de dólares. De acordo com o MDIC, houve um aumento de 3,5% nas exportações em 2025 em comparação a 2024. Em volume, esse crescimento foi ainda mais expressivo, atingindo 5,7%.

Um Crescimento Diversificado nas Exportações

Apesar das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, que impactaram negativamente as exportações para aquele país, houve um crescimento nas vendas para outras regiões. As exportações para a Argentina aumentaram 31,4%, para a China 6,0% e para a União Europeia 3,2%. Destaque para as exportações brasileiras de carne bovina, que totalizaram 16,6 bilhões de dólares; carne suína, 3,4 bilhões de dólares; veículos para transporte de mercadorias, 3,1 bilhões de dólares; caminhões, 1,8 bilhão de dólares; e café torrado, 1,2 bilhão de dólares.

A indústria extrativa também se destacou, com um crescimento de 8,0% no volume exportado. O minério de ferro e o petróleo, com embarques de 416 milhões e 98 milhões de toneladas, respectivamente, atingiram volumes recordes. Em dezembro, as exportações avançaram 24,7% em comparação a 2024, com a agropecuária contribuindo com um crescimento expressivo de 43,5%, acumulando 5,710 bilhões de dólares, enquanto a indústria extrativa teve alta de 53%, totalizando 7,762 bilhões de dólares. A indústria de transformação também cresceu 11,0%, com exportações de 17,416 bilhões de dólares.

Para nossa grande satisfação, estados como o Paraná, especialmente a região Oeste, foram fundamentais para esses resultados positivos do agronegócio brasileiro.

*Dilceu Sperafico, deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

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