Falece Tiago West, Representante da Arte Pernambucana
O Recife perdeu, na última quarta-feira (18), um de seus mais expressivos artistas, Tiago West. O poeta gráfico e artista visual, que contava com apenas 40 anos, faleceu após sofrer um mal-estar e buscar atendimento em uma unidade de saúde da capital pernambucana. Infelizmente, ele chegou ao local desacordado e, segundo as primeiras informações, teria enfrentado uma parada cardiorrespiratória. A real causa do falecimento será confirmada apenas após a análise do laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Nascido em Salvador, Tiago West mudou-se para Recife na infância, onde despertou seu interesse pela escrita e pelas diversas formas de arte. Embora tenha se formado em Música, foi na poesia e nas artes visuais que ele encontrou sua verdadeira vocação. Desde 2017, West ganhou notoriedade ao comercializar suas obras através da internet, conquistando um público fiel e admirador.
Seu trabalho, caracterizado por um diálogo entre texto e imagem, explorava temas do cotidiano, da política e do amor, sempre com uma forte influência de suas raízes pernambucanas. O artista soube, como poucos, retratar a vivência e a identidade local em suas obras.
Informações sobre o velório e enterro de Tiago West ainda estão sendo definidas, mas os eventos devem ocorrer no Cemitério Memorial Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, a partir das 15h30. A comunidade cultural e os admiradores do artista já se mobilizam para prestar suas últimas homenagens.
A Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura, expressou seu pesar pela perda do artista e destacou a importância de seu legado. Em uma nota oficial, a administração municipal declarou: “É com surpresa e tristeza que recebemos a notícia do falecimento do artista visual Tiago West, referência de sua geração. Deixa para a cidade do Recife, através de sua meteórica e brilhante passagem pela vida, um legado imortal através de suas obras em que palavra e imagem se irmanam, levando o espectador aos mais variados sentimentos. Do riso à reflexão, as telas de West sempre foram o diálogo necessário e insubstituível na cidade do Recife.”

