terça-feira 9 de junho

Multidão vaiou Trump durante o hino nacional nas finais da NBA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrentou vaias da multidão durante o jogo das Finais da NBA, realizado no Madison Square Garden, em Nova Iorque, na última segunda-feira. A sua presença no evento, que contou com medidas de segurança reforçadas, gerou um clima tenso entre os fãs presentes. Trump assistia à partida em um camarote executivo e foi vaiado quando apareceu nos telões do estádio durante a execução do hino nacional.

Segurança rígida para visita presidencial

Para garantir a proteção do presidente, as autoridades implementaram um esquema de segurança rigoroso no entorno do Madison Square Garden. Torcedores sem ingresso foram impedidos de se aproximar de vários quarteirões ao redor do local. Diferentemente dos dois primeiros jogos do play-off entre Knicks e Spurs, que atraíram grandes públicos para os visionamentos coletivos em Manhattan, desta vez eles foram proibidos em frente ao estádio.

Os organizadores orientaram os portadores de bilhetes a chegarem pelo menos duas horas antes do início do jogo, marcado para as 20h30, para passar por controles de segurança comparáveis aos de aeroportos. Além disso, a entrada de sacolas foi vetada, aumentando o controle sobre itens levados ao local. A comissária da polícia de Nova Iorque, Jessica Tisch, afirmou em coletiva que “a mensagem é simples: celebrem os Knicks, mas evitem as imediações do MSG esta noite se não tiverem ingresso”.

Resultado do jogo e ambiente nas ruas

No confronto, os San Antonio Spurs venceram os Knicks por 115 a 111, diminuindo a vantagem do time de Nova Iorque para 2 a 1 na série melhor de sete jogos. Antes do início da partida, jornalistas puderam observar uma vedação de cerca de três metros em torno do Madison Square Garden, além da forte presença do Serviço Secreto, responsável pela segurança do presidente.

Agentes fortemente armados do Serviço Secreto estavam acompanhados por centenas de policiais locais, enquanto multidões se reuniam nas ruas próximas ao estádio e em pontos públicos para acompanhar o evento. A movimentação intensa refletiu o impacto da visita presidencial e a preocupação com a segurança durante a final da NBA.

Reações políticas e manifestações contrárias

Alguns nova-iorquinos e políticos democratas criticaram a presença de Trump, apontando o transtorno causado pelo reforço policial e a atenção centralizada no presidente durante um momento marcante para a cidade. Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, usou a rede social X para expressar seu descontentamento: “Num dos melhores momentos que Nova Iorque vive há décadas, Trump consegue fazer tudo girar em torno dele. Trump deveria nos deixar em paz! Não é bem-vindo aqui”.

Durante o trajeto da comitiva presidencial até o Madison Square Garden, manifestantes exibiram cartazes com mensagens contrárias a Trump, como “Trump tem de ir embora”. Alguns chegaram a fazer gestos ofensivos em direção aos veículos oficiais. Apesar da irritação de parte do público, o torcedor dos Knicks Anthony Pulley, de 43 anos, comentou que gostou da presença do presidente, mesmo reconhecendo que a segurança restritiva atrapalhou os visionamentos coletivos.

Proteção presidencial e contexto local

Embora o preço dos ingressos estivesse elevado e fora do alcance da maioria dos nova-iorquinos, o Madison Square Garden, conhecido como “a arena mais famosa do mundo”, apresentou lotação máxima, com a presença de fãs famosos próximos à quadra. O prefeito de Nova Iorque, Zohran Mamdani, revelou ter pago quase 1 000 dólares pelos bilhetes.

O Serviço Secreto utilizou tecnologia antidrones como parte do protocolo de segurança para proteger Trump, que enfrentou pelo menos três tentativas de atentado contra sua vida nos últimos dois anos. O presidente, torcedor antigo dos Knicks e nativo de Nova Iorque, havia visitado o Madison Square Garden pela última vez em novembro de 2024, para assistir a um evento de UFC após a vitória eleitoral.

O agente especial Matt McCool destacou que o objetivo do Serviço Secreto foi garantir uma experiência segura a todos os presentes no jogo, cumprindo simultaneamente a missão de proteger o presidente dos EUA. Apesar do reforço da segurança, a polícia local minimizou preocupações adicionais depois que um ataque à faca deixou seis feridos na Penn Station, situada sob o estádio, no domingo. O suspeito, descrito pela mídia americana como emocionalmente perturbado, não teria ligações com terrorismo.

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