terça-feira 3 de março

Reposicionamento Político em Pernambuco

A saída da ex-deputada federal Marília Arraes da Federação PRD-Solidariedade, anunciada na última sexta-feira, abre novas possibilidades para o deputado Túlio Gadêlha. Com essa mudança, ele encontra um novo caminho para a sua reeleição. O convite para compor a nova chapa já foi formalmente feito.

Atualmente filiado ao Rede, que integra a federação junto com o Psol, Gadêlha lançou no dia 18 de março as pré-candidaturas do reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, ao governo estadual, e do ex-deputado Paulo Rubem Santiago ao Senado, ambos representando o Rede.

Essas novas candidaturas, no entanto, não estão livres de conflitos. Elas se deparam com as pré-candidaturas do ex-vereador Ivan Moraes, que disputa o governo, e da vereadora do Recife, Jô Cavalcanti, que almeja uma vaga no Senado, ambos pelo Psol. Essa situação indica um cenário político acirrado e competitivo nas próximas eleições.

Alternativas e Novas Alianças

A Federação PRD-Solidariedade também se apresenta como uma opção viável às estratégias que Gadêlha vinha desenvolvendo junto ao PDT de Carlos Lupi. Essa movimentação torna-se ainda mais relevante, uma vez que Lupi abriu caminho para Marília Arraes buscar uma das vagas ao Senado.

Em busca de viabilizar a candidatura da ex-deputada, Lupi planeja uma reunião com o prefeito João Campos nos próximos dias. O objetivo é garantir um espaço na chapa majoritária para Arraes. Contudo, como Gadêlha integra o grupo que acredita na possibilidade da ex-deputada retornar à Câmara, o PDT tornou-se uma alternativa menos viável.

O deputado Túlio Gadêlha deverá assumir a liderança da Federação PRD-Solidariedade em Pernambuco, que atualmente é presidida pelo prefeito de São Caetano, Josafá Almeida. Almeida já declarou que seu foco não está em cargos, mas em formar chapas competitivas para as eleições, incluindo a reeleição dos federais Luciano Bivar e do próprio Gadêlha, além de assegurar a presença de seu irmão, Jobson Almeida, na Assembleia Legislativa.

Definições e Prazos

O deputado tem até o dia 4 de abril para tomar uma decisão sobre o convite que recebeu, o que indica que as articulações políticas devem se intensificar nas próximas semanas.

Desenvolvimentos no Recife

No cenário recifense, o prefeito João Campos (PSB) agiu rapidamente ao atender um pedido do vereador para a instalação de uma CPI. Osmar Ricardo (PT) retorna como suplente, enquanto o vereador Marco Aurélio Filho (PV), que foi indicado para um cargo de secretário, voltará à Câmara. Ele deixa o cargo com seu trabalho reconhecido e com a missão cumprida, sendo sucedido por Diogo Stanley, que assume a Secretaria de Direitos Humanos e Juventude.

Possíveis Acompanhamentos

Nos corredores da política local, especula-se que a governadora Raquel Lyra (PSD) pode convidar a vereadora Flávia de Nadegi (PV) para assumir uma secretaria de estado, mantendo Osmar Ricardo na Câmara. Essa manobra garantiria a ela uma estrutura e privilégios superiores aos que teria se permanecesse apenas como vereadora.

Repercussões da LOA

Em meio a essas movimentações, o deputado João Paulo (PT), entusiasta da gestão Raquel Lyra, pressionou os colegas a votarem os vetos da governadora à Lei Orçamentária Anual (LOA). Ele enfatizou que “orçamento público não é ficha de cassino para apostas eleitorais, é pão na mesa e remédio no posto”.

A LOA também provocou reações da deputada Débora Almeida, que intensificou seu discurso, afirmando que é “inadmissível e unilateral” que o presidente da Comissão de Finanças, Antonio Coelho, bloqueie iniciativas do governo. “A oposição quer governar no lugar da governadora”, declarou.

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