domingo 26 de abril

Inauguração da Unidade Móvel

No próximo sábado (25), o Ministério da Saúde dará início ao funcionamento de uma unidade móvel na aldeia Bororó II, situada na Reserva Indígena de Dourados, Mato Grosso do Sul. A cerimônia contará com a presença da secretária de Saúde Indígena do Ministério, Lucinha Tremembé, além do diretor do departamento de Saúde da Família, José Eudes Barroso. Essa ação reforça o compromisso do Governo Federal no combate à chikungunya, oferecendo um atendimento mais próximo e especializado às populações indígenas. A nova unidade representa um passo significativo na busca por um atendimento de saúde qualificado e acessível para todos.

A unidade móvel funcionará como um ponto de referência em saúde dentro da aldeia, integrando as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). O projeto visa garantir uma abordagem integral que respeite as particularidades culturais dos indígenas, além de ampliar o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com uma permanência prevista de 90 dias, a estrutura contará com consultórios médico e multiprofissional, além de uma sala de vacinação, permitindo a oferta de serviços de saúde de forma integrada.

Compromisso e Parcerias

“O Governo Federal tem se empenhado para cumprir o que foi prometido. Dourados enfrentou um estado de emergência e recebeu um investimento de R$ 850 mil, que serviu para toda a cidade. Graças a isso, conseguimos oferecer uma resposta eficaz, impulsionada pela dedicação dos profissionais que atuam na região e conhecem bem as lideranças locais”, afirmou a secretária Lucinha Tremembé. Essa abordagem centrada na comunidade é vista como essencial para o sucesso de ações em saúde.

A nova unidade possui capacidade para atender cerca de 50 pessoas diariamente, oferecendo consultas, vacinação e acompanhamento multiprofissional. A equipe é composta por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista, garantindo um atendimento contínuo e qualificado à população indígena. A variedade de serviços inclui avaliações médicas, coleta de exames laboratoriais, vacinação de rotina e monitoramento de condições crônicas, como diabetes e hipertensão.

Estratégia de Vacinação

A inauguração da unidade é também uma ação estratégica no combate à chikungunya na região. Em 17 de abril, Dourados recebeu um lote de doses da vacina contra a doença, em uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram distribuídas 46,5 mil doses do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, incluindo 43,5 mil destinadas a Dourados e 3 mil a Itaporã.

A vacinação tem previsão para começar no dia 27 de abril, com um planejamento que prioriza áreas de maior risco epidemiológico e inclui ações comunitárias. O público-alvo será composto por pessoas de 18 a 59 anos com maior exposição ao vírus, conforme orientações do Ministério da Saúde.

Investimentos para Ampliar a Resposta em Saúde

Além da unidade móvel e da vacinação, o Ministério da Saúde alocou R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para expandir a capacidade de atendimento em Dourados e região. A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções e 804 exames realizados. Também houve suporte à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas na resposta à emergência.

No início de abril, foram recrutados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuando nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Esses profissionais realizam visitas domiciliares, eliminando criadouros e aplicando inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costais. Essa tecnologia é eficaz na interrupção do ciclo de transmissão do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como a chikungunya.

Iniciativas de Controle e Apoio à Comunidade

As equipes de saúde também têm trabalhado na remoção de resíduos e objetos que acumulam água, identificados como focos do mosquito. Até o momento, foram visitados aproximadamente 1,9 mil imóveis, resultando na retirada de 575 sacos de materiais potencialmente criadouros. Além disso, 40 militares do Exército Brasileiro estão apoiando essas iniciativas.

Foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), uma tecnologia nova que visa ampliar o controle do vetor. Das mil unidades planejadas para a região, 324 já foram instaladas em diversos assentamentos. Este dispositivo permite que o mosquito transporte o larvicida para áreas de difícil acesso, contribuindo para a interrupção do ciclo de reprodução.

Por fim, a distribuição de cestas de alimentos tem sido uma importante ação social, com 2 mil unidades já entregues e previsão de 6 mil até junho, em colaboração com instituições como a Funai e a Defesa Civil.

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