Recife se destaca no cenário global de aeroportos
O Brasil reafirma sua posição de destaque na aviação comercial mundial com nove aeroportos entre os 20 melhores do planeta, conforme a edição 2026 do AirHelp Score, estudo realizado pela empresa líder em direitos dos passageiros aéreos. A avaliação considerou 279 aeroportos em 76 países, combinando dados operacionais de pontualidade com o grau de satisfação dos usuários em relação aos serviços oferecidos.
Entre os destaques nacionais, o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes–Gilberto Freyre conquistou o quarto lugar no ranking global, alcançando a nota 8,34. O terminal pernambucano foi o melhor do Brasil no quesito infraestrutura e conforto, indicador que avalia a percepção do público sobre lojas, restaurantes, áreas de descanso e opções de entretenimento, com nota 7,9. Na experiência do passageiro, que inclui tempo de espera, limpeza e acessibilidade, Recife ficou em segundo lugar nacional, com 8,6. A pontualidade do aeroporto também obteve desempenho positivo, com índice de 8,4.
Fortaleza lidera entre os aeroportos brasileiros
A melhor colocação geral do país ficou com o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, eleito o segundo melhor do mundo, com nota final de 8,42. O terminal cearense liderou o ranking nacional na experiência do passageiro, registrando 8,7. No cenário global, Fortaleza ficou atrás apenas do Aeroporto do Panamá, que liderou a lista com nota 8,48. O pior desempenho global foi do Aeroporto de Cartago, na Tunísia, com média de 5,50.
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Presença brasileira domina o ranking mundial
Além de Recife e Fortaleza, o Brasil teve forte presença nas primeiras posições do ranking mundial. O Aeroporto Internacional de Brasília ficou em quinto lugar, com 8,30, destacando-se como o terminal mais pontual do país, com nota 8,7. O Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, garantiu a sexta posição global, com 8,28.
Outros cinco aeroportos brasileiros completam o grupo dos 20 melhores do mundo. O aeroporto de Val-de-Cans, em Belém, ficou em oitavo lugar, com 8,17. Viracopos, em Campinas, ocupou a 11ª posição com 8,15, seguido pelo Galeão, no Rio de Janeiro, em 16º lugar com 8,12. O Aeroporto de Salvador foi 17º, com 8,10, e Tancredo Neves, em Belo Horizonte, fechou a elite nacional na 19ª colocação, com 8,08. Logo após os 20 primeiros, o país ainda teve o Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, na 22ª posição, e o Hercílio Luz, em Florianópolis, em 24º lugar. O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ficou em 30º.
Desempenho inferior na região Sul e em Guarulhos
Por outro lado, os piores resultados brasileiros concentraram-se na região Sul e no maior hub do país. O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, ficou em 68º lugar global, com nota 7,79. Já o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, obteve o pior desempenho nacional, ocupando a 99ª posição no mundo, com média geral de 7,70, principalmente devido à baixa pontualidade.
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Fonte: reportersorocaba.com.br
Metodologia e reflexos para passageiros
Segundo a metodologia da AirHelp, o cálculo final considera 60% de peso para a pontualidade dos voos, levando em conta atrasos inferiores a 15 minutos. Os 40% restantes são divididos igualmente entre a experiência do passageiro e a qualidade da infraestrutura e áreas comerciais. Os dados analisados englobam operações realizadas entre maio de 2025 e abril de 2026.
Diante do intenso fluxo e possíveis falhas operacionais que afetam os usuários, Luciano Barreto, diretor-geral da AirHelp no Brasil, destaca que a legislação nacional oferece forte amparo regulatório, por meio do Código de Defesa do Consumidor e das normas da Agência Nacional de Aviação Civil, que abrangem voos domésticos e conexões internacionais nos últimos cinco anos. No entanto, ele ressalta que muitos viajantes deixam de reivindicar compensações financeiras por desconhecimento das regras de assistência e critérios para danos morais em casos de atrasos graves ou cancelamentos sem aviso prévio.
