sexta-feira 6 de fevereiro

Banco do Nordeste em Pernambuco: Uma Visita Estratégica

Na sua primeira visita oficial a Pernambuco, o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Wanger de Alencar, esteve no Recife na quarta-feira (4). Durante o evento, ele destacou a relevância do BNB como banco de fomento e o impacto significativo de seus investimentos na economia nordestina. A agenda incluiu também a cerimônia de inauguração do projeto Banco do Nordeste Cultural, uma iniciativa voltada para o incentivo às atividades culturais na região.

Wanger de Alencar trouxe números que evidenciam a atuação do banco no Nordeste. Em 2025, o BNB registrou mais de R$ 68 bilhões em contratações, sendo R$ 50 bilhões provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e cerca de R$ 64 bilhões em desembolsos. Segundo ele, esses investimentos foram fundamentais para a criação de mais de 450 mil empregos, refletindo positivamente na renda, na arrecadação de impostos e na movimentação econômica do estado.

“O Banco do Nordeste não é apenas uma instituição que busca lucro ou um alto volume de contratos. O nosso verdadeiro foco é o impacto que esses recursos geram na economia real, na vida das pessoas e no desenvolvimento regional”, enfatizou o presidente.

Microfinanças e Setores Atendidos

Um dos pontos mais destacados por Wanger de Alencar é a atuação do BNB nas microfinanças, uma área central para a missão da instituição. Atualmente, os dois principais programas do banco atendem 4,2 milhões de clientes que buscam crédito, com R$ 22 bilhões já aplicados. Dentre esses programas, o Crediamigo, voltado para o microcrédito urbano, representa R$ 13,4 bilhões.

Durante a apresentação, o presidente ressaltou a capilaridade do banco em diversos setores. “Estamos presentes em todos os segmentos da economia, abrangendo desde a infraestrutura e turismo até o pequeno comércio e energias renováveis. Costumamos dizer que o Banco do Nordeste vai do alfinete ao foguete”, afirmou, citando investimentos em comércio, serviços, indústria e energia solar e eólica, além do suporte a micro e pequenas empresas.

Para este ano, a expectativa é elevar a quantia investida. “Se em 2025 aplicamos R$ 68 bilhões, nossa meta agora é alcançar um valor entre R$ 72 e R$ 74 bilhões, mantendo a distribuição equitativa dos recursos por todos os setores produtivos e consolidando o desenvolvimento do Nordeste”, destacou Alencar.

Pernambuco como Foco de Investimento

De acordo com o presidente, Pernambuco representa aproximadamente 12% da atividade total do Banco do Nordeste, o que deverá resultar em cerca de R$ 9 bilhões injetados na economia estadual. Esses recursos abrangerão áreas como indústria, comércio, serviços, infraestrutura, portos e, especialmente, o apoio a micro e pequenos empreendedores.

“O dinheiro que chega às mãos de muitos circula, multiplica e gera riqueza. É dessa forma que promovemos inclusão social, cidadania e desenvolvimento”, concluiu Wanger de Alencar.

Investimentos Culturais do Banco do Nordeste

A inauguração do Banco do Nordeste Cultural, segundo Alencar, faz parte dessa estratégia mais ampla. O investimento em cultura, segundo ele, não apenas estimula a economia criativa, mas também fortalece o turismo e a geração de renda, reforçando o papel do banco na promoção do desenvolvimento sustentável na região.

Os investimentos do BNB em ações culturais devem ultrapassar R$ 31,3 milhões até 2026, marcando um crescimento de 75% em relação ao ano anterior. Essa ampliação é resultado de um planejamento cuidadoso para expandir as atividades e os equipamentos do BNB Cultural.

No ano de 2025, o banco já havia destinado R$ 17,8 milhões ao setor cultural, viabilizando 4,3 mil atividades e atingindo um público estimado de 500 mil pessoas em toda a área de atuação do BNB, que abrange os estados do Nordeste, além de partes de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Para o diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, o aumento dos investimentos em cultura reitera a visão do banco de que a cultura é um vetor estratégico para o desenvolvimento. “Esses recursos são aplicados em cachês artísticos, montagem de exposições, espetáculos, oficinas e manutenção dos espaços culturais. Todo esse investimento é injetado na cadeia produtiva da cultura”, destacou.

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