Aumento Acentuado nos Preços da Cesta Básica
Os dados mais recentes divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram que o valor da cesta básica no Recife subiu 6,97% em março. Essa elevação coloca a capital pernambucana na terceira posição entre as cidades brasileiras com os maiores aumentos, apenas atrás de Manaus, que registrou um aumento de 7,42%, e Salvador, com 7,15%. O custo dos alimentos essenciais passou a ser de R$ 654,62, seguindo assim a tendência de alta observada em nível nacional.
A nova realidade do preço da cesta básica impacta diretamente o dia a dia das famílias que dependem do salário mínimo. O aumento de R$ 42,64 em comparação a fevereiro revela como o orçamento familiar tem sido afetado. O crescimento dos preços é particularmente influenciado pela alta do tomate, que teve um aumento significativo.
Horas de Trabalho Necessárias para Adquirir Alimentos
Para adquirir a cesta básica em março, um trabalhador recifense precisou dedicar 88 horas e 50 minutos de sua jornada mensal. Esse tempo representa um acréscimo em relação às 83 horas exigidas no mês anterior. Apesar de ser inferior às quase 91 horas de trabalho que eram necessárias em março de 2025 para a mesma compra, a situação ainda é preocupante, considerando o atual salário mínimo de R$ 1.621,00.
Com o aumento do custo dos alimentos, a fatia que as despesas com a cesta básica consomem da renda das famílias tem aumentado consideravelmente, tornando-se um desafio para os lares pernambucanos. Embora outras capitais do país também tenham enfrentado elevações nos preços, o Recife se destaca pela intensidade do ajuste, o que evidencia a pressão inflacionária sobre os itens considerados de primeira necessidade.
Principais Aumentos e Quedas de Preços na Alimentação
No levantamento realizado, alguns produtos apresentaram as maiores altas de preços em fevereiro e março de 2026 no Recife. O tomate lidera a lista com um aumento de 46,31%, seguido do feijão carioca, que subiu 10,91%. Outros itens que também tiveram elevações significativas incluem a banana, com 1,96%, e o pão francês, que aumentou 1,34%. O leite integral e a carne bovina de primeira também foram impactados, com aumentos de 1,23% e 1,10%, respectivamente. O arroz agulhinha teve uma leve alta de 0,39%.
Por outro lado, o levantamento também revelou quais produtos registraram quedas de preços durante o mesmo período. Os dados destacam uma complexa dinâmica de mercado que afeta a composição da cesta básica e, consequentemente, a qualidade de vida das famílias recifenses.
