tragédia e desabrigados
As chuvas torrenciais que atingem Pernambuco desde a última sexta-feira (1º) resultaram em seis mortes, com três ocorrências registradas no Recife, duas em Olinda e uma em São Lourenço da Mata, além de vários feridos. A situação é semelhante na Paraíba, que também enfrentou as consequências das tempestades, levando o governo a declarar estado de emergência e contabilizar mais duas mortes.
O balanço da Defesa Civil de Pernambuco, atualizado neste sábado (2), indica que 2.694 pessoas foram forçadas a deixar suas casas, sendo 1.605 desabrigadas e 1.089 desalojadas. Na Paraíba, o número de desabrigados também é alarmante, somando 703, com 624 desalojados.
Tragédia Familiar e Deslizamentos
Entre os casos mais trágicos, destaca-se o falecimento de uma menina de apenas 1 ano e 6 meses, identificada como Maria Helena Barbosa. Ela foi resgatada na sexta-feira de um deslizamento no bairro Dois Unidos, na zona norte do Recife, mas, após ser levada a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e transferida ao Hospital da Restauração, não conseguiu resistir. Essa foi a terceira perda em uma única família devido a um deslizamento de terra. Na mesma ocorrência, sua mãe, Jaqueline Soares Silva, de 25 anos, e seu irmão, Riquelme Soares da Silva Barbosa, de 7, também foram encontrados sem vida.
Outro corpo foi encontrado em São Lourenço da Mata, onde um homem de 34 anos desapareceu durante a noite e foi localizado na região conhecida como Capibaribe. O Corpo de Bombeiros avalia as circunstâncias da morte, que ocorreu durante a forte chuva.
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Mortes e Feridos nas Comunidades
No bairro Passarinho, em Olinda, foram encontrados os corpos de Bruna Karine da Silva, de 20 anos, e do bebê Pietro da Silva Pimentel, de apenas 6 meses, também vítimas da força das chuvas.
Na Paraíba, em Guarabira, a situação também é crítica, com a Defesa Civil local informando que os temporais afetaram cerca de 16.100 pessoas. O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional anunciou o envio de uma equipe técnica para auxiliar as áreas mais afetadas, como Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé e João Pessoa.
Maior Volume de Chuvas em Décadas
Os dados da Agência de Gestão de Águas do estado apontam que algumas cidades registraram os maiores volumes de precipitação em 30 anos. Alhandra, por exemplo, mediu 191 mm, enquanto Mogeiro, Pilar e São José dos Ramos também superaram os 100 mm.
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Atendimentos e Resgates
De acordo com a Secretaria de saúde de Pernambuco, as unidades de pronto atendimento têm recebido um fluxo constante de vítimas relacionadas às chuvas desde sexta-feira. Na UPA de Nova Descoberta, 11 pessoas foram atendidas, incluindo duas que já chegaram sem vida. Seis pacientes foram estabilizados e transferidos, e outras duas foram liberadas após atendimento.
No Hospital da Restauração, foram recebidos quatro crianças e uma idosa, com uma criança falecendo e outra tendo alta. O estado de saúde da idosa, de 73 anos, é estável após cirurgias. O Hospital Getúlio Vargas também registrou um homem de 63 anos que se recupera bem após uma operação.
Esforços de Emergência e Apoio à População
Frente à gravidade da situação, o governo de Pernambuco intensificou as ações de monitoramento e organizou uma reunião com a Defesa Civil Nacional. Além disso, uma videoconferência com prefeitos das cidades afetadas foi planejada para discutir os danos e as medidas emergenciais necessárias.
Até o momento, 29 abrigos foram ativados em Pernambuco para acomodar as pessoas afetadas, com uma capacidade total de 1.770, e mais de 1.100 já buscaram abrigo. A prefeitura do Recife relatou que, nas últimas 48 horas, as chuvas acumuladas chegaram a 185 mm, um número que representa 64% do esperado para o mês de maio.
Prognóstico Meteorológico
Conforme informado pela Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima), a previsão é de que o sistema meteorológico continue a atuar no estado, com chuvas moderadas a fortes. No entanto, há uma expectativa de diminuição gradativa das precipitações ao longo do dia, com a maior intensidade ocorrendo nas primeiras horas do dia e uma tendência de redução durante a noite.
As consequências das chuvas ainda estão sendo sentidas em diversos municípios, e a Defesa Civil segue monitorando a situação, já que o risco de alagamentos ainda persiste, especialmente em áreas onde a combinação de chuvas e maré alta é uma preocupação constante.
