Agitação e Conflitos nas Imediações do Terminal
Recentemente, imagens enviadas à TV Globo capturaram a agitação de um grupo de torcedores que chegava ao terminal integrado pela rodovia BR-101, tanto a pé quanto em motocicletas. Segundo a narração do responsável pela filmagem, a confusão envolveu não apenas as torcidas de Santa Cruz e Náutico, mas também a de um terceiro clube recifense, o Sport.
Um segundo vídeo, que circula nas redes sociais, revela cenas de correria e agressões na via que conecta a rodovia ao terminal. Durante o tumulto, um carro cinza foi cercado por torcedores, que vandalizaram o veículo enquanto um homem sem camisa, que estava dentro do automóvel, sofreu agressões físicas.
Outro registro mostra torcedores em fuga dentro da Estação Barro, onde invadiram a área da catraca para acessar a plataforma do metrô. Não está claro a que ou a quem eles estavam fugindo, gerando incertezas sobre a segurança no local.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que um portão do lado externo da estação foi danificado, mas não houve relatos de brigas ocorrendo dentro do metrô. Isso indica que, apesar da agitação externa, a situação na estação não se agravou ainda mais.
Localizado a aproximadamente 12 quilômetros da Arena de Pernambuco, onde o jogo entre Santa Cruz e Náutico está agendado para as 18h, o terminal do Barro serve como um ponto crucial para a mobilização dos torcedores. Este confronto faz parte da quinta rodada do Campeonato Pernambucano de 2026, que se aproxima do final da sua fase inicial.
O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e a Polícia Militar em busca de esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria, não obtivemos respostas. A ausência de informações oficiais levanta preocupações sobre a segurança nas proximidades do evento esportivo.
Vale lembrar que, em 2025, treze torcedores tiveram suas prisões preventivas decretadas pela Justiça após uma série de confrontos violentos, incluindo um episódio de violência sexual registrado no Grande Recife em um dia de clássico. Na ocasião, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, enfatizou a necessidade de uma maior ação por parte dos clubes para coibir a violência no futebol.
