Modelo de Parceria Público-Privada na Saúde
Na última terça-feira, 28 de abril de 2026, o secretário municipal de Saúde de Feira de Santana, Rodrigo Matos, apresentou o projeto de construção do Hospital Municipal durante um evento na Bolsa de Valores de São Paulo. O plano, que conta com a liderança do prefeito José Ronaldo de Carvalho e o apoio do secretário de Planejamento, Carlos Brito, foi elaborado com base em critérios técnicos e dados epidemiológicos que refletem as reais necessidades da população local.
Rodrigo Matos destacou que a nova unidade médica foi projetada para minimizar um dos maiores problemas enfrentados atualmente pela rede de saúde: a escassez de leitos de retaguarda. Muitas vezes, pacientes permanecem por períodos prolongados nas unidades de pronto atendimento, o que não é ideal para seu tratamento.
“A proposta contempla leitos clínicos que atenderão pacientes com necessidade de internação temporária, como aqueles com pneumonia ou infecções que exijam a aplicação de antibióticos intravenosos. O ideal é que esses pacientes não fiquem nas UPAs, mas frequentemente não existe outra opção de internação”, pontuou Matos, enfatizando a urgência da situação.
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Atendimento Abrangente e Dados Estruturantes
Além dos leitos clínicos, o projeto do hospital também inclui áreas para cirurgias, especialmente nas especialidades de ortopedia e cirurgia geral. Um aspecto inovador da proposta é a criação de leitos voltados para a saúde mental, em consonância com as políticas antimanicomiais. “Essa integração é crucial para combater o estigma e facilitar o acesso ao cuidado adequado. Queremos garantir que todos, especialmente os pacientes de saúde mental, recebam tratamento digno em um ambiente hospitalar completo”, ressaltou o secretário.
Outro ponto importante mencionado por Rodrigo Matos foi a sustentabilidade financeira da nova unidade. Ele informou que todos os leitos foram planejados levando em conta linhas de cuidado que possibilitam a captação de recursos federais, respeitando o modelo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
O secretário também sublinhou que o desenvolvimento do projeto foi realizado de forma transparente, com consultas e audiências públicas, promovendo a participação da sociedade e acolhendo sugestões e questionamentos da comunidade. Na visão de Matos, Feira de Santana se destaca como um polo regional de saúde, atendendo a diversas cidades vizinhas.
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Compromisso com a Saúde e Investimentos Significativos
O prefeito José Ronaldo destacou a importância da construção do hospital como resposta a uma demanda histórica e reafirmou o compromisso da atual gestão em expandir a rede pública de saúde. Além disso, ele mencionou a força econômica do município, que possibilita um investimento robusto na saúde. O valor estimado para o projeto é de R$ 286 milhões, a ser viabilizado através de uma concessão administrativa com duração prevista de 22 anos.
A estrutura do hospital, que deverá funcionar até 2028, contará com 110 leitos, sendo 100 especializados e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, além de leitos destinados à observação e isolamento. Também estão previstas duas grandes salas cirúrgicas voltadas para procedimentos de ortopedia e cirurgia geral, assim como um ambulatório abrangente com várias especialidades.
O novo hospital incluirá um moderno parque de bioimagem, oferecendo exames como tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e ecocardiografia. Essa ampliação é fundamental para o fortalecimento da capacidade diagnóstica da rede municipal e para o desenvolvimento de iniciativas de ensino, pesquisa e capacitação de profissionais da saúde.
Estrutura Projetada para a Eficiência
O projeto arquitetônico contempla uma estrutura vertical de três andares. No térreo, os serviços de acesso imediato estarão disponíveis, como recepção, ambulatório, urgência e bioimagem. O primeiro andar será destinado à internação e à UTI, enquanto o segundo concentrará o centro cirúrgico, mais leitos e áreas técnicas.
Para Rodrigo Matos, a construção deste hospital vai além da edificação física: “É uma entrega que, sem dúvida, resultará em indicadores de saúde mais positivos para nossa população”, concluiu.
