quarta-feira 6 de maio

Dados Alarmantes de Inadimplência em Pernambuco

O estado de Pernambuco enfrenta uma grave crise de inadimplência, com um total de 10.840.881 dívidas registradas em agosto de 2023, segundo um levantamento da Serasa. O montante total das pendências chega a impressionantes R$ 18,5 bilhões. Em março de 2026, mais da metade da população adulta do estado estava inadimplente, conforme o Mapa da Inadimplência do Brasil, realizada pela Serasa, uma empresa especializada na análise de crédito. Os números indicam que havia 3.679.641 inadimplentes, o que corresponde a 50,8% da população maior de 18 anos no estado.

O perfil da inadimplência em Pernambuco mostra um predomínio feminino, com 53,5% do total de devedores sendo mulheres. Quando observamos a faixa etária, os adultos entre 41 e 60 anos lideram, representando 35,7% dos inadimplentes. Em seguida, estão os jovens de 26 a 40 anos, com 33,4%. Os idosos acima de 60 anos representam 19,3%, enquanto os adultos de 18 a 25 anos somam 11,6% do total de inadimplentes.

Pernambuco em Comparação com Outros Estados do Nordeste

Em uma análise mais ampla, Pernambuco ocupa a terceira posição entre os estados do Nordeste com o maior índice de inadimplência, atrás apenas do Ceará, que registra 53,27%, e do Rio Grande do Norte, com 51,33%. No cenário nacional, o estado é o 13º em termos de inadimplência, apresentando um percentual superior à média do país, que fechou o mês de março com 50,51% de endividados, totalizando cerca de 82,8 milhões de brasileiros.

Setor Financeiro e Dívidas dos Brasileiros

Um novo estudo da Serasa, em colaboração com o instituto Opinion Box, revela que 47% das dívidas no Brasil estão concentradas no setor financeiro, totalizando R$ 557,7 bilhões. Os bancos continuam sendo a principal fonte de endividamento, representando 27% dos débitos totais no país. A pesquisa também mostra que cerca de 49% dos brasileiros endividados com instituições financeiras acumulam múltiplas dívidas em um mesmo banco.

O cartão de crédito é a principal causa de endividamento, com 73% dos devedores utilizando essa modalidade, seguido por empréstimos (56%) e o uso do limite da conta ou cheque especial (33%). Entre os que estão endividados com cartão, 37% têm dívidas superiores a R$ 10 mil e 36% estão nessa situação há mais de dois anos.

Impacto do Endividamento na Vida Financeira dos Brasileiros

Aline Maciel, diretora da Serasa, explica que o uso recorrente do crédito rotativo, especialmente em valores altos, aumenta consideravelmente o risco de endividamento prolongado. “Isso ajuda a explicar por que uma parte significativa da população convive com dívidas por tanto tempo”, afirma.

Segundo a pesquisa, 38% dos brasileiros atribuem sua situação de endividamento à perda de emprego ou redução de renda. Além disso, os gastos que levam ao endividamento estão diretamente relacionados à sobrevivência financeira. O pagamento de contas essenciais e a quitação de dívidas anteriores são as principais razões para o acúmulo de débitos.

Aline destaca que “o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas sim a uma necessidade de manter as despesas básicas em dia”. Quando custos essenciais, como alimentação e saúde, começam a ser financiados via crédito, o risco de um efeito bola de neve se torna alarmante.

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