sábado 7 de fevereiro

Importância das Alianças Políticas

No último sábado (7), durante as celebrações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou a situação econômica do país, afirmando que a oposição carece de argumentos sólidos para contestar os resultados de seu governo nas próximas eleições. Em um discurso envolvente, Lula fez uma observação bem-humorada ao dizer que, “quando a Bolsa cresce, a gente não ganha nada”, mas complementou que a desvalorização do mercado traz prejuízos para todos os brasileiros: “É assim. Nós só ficamos com o prejuízo”, ressaltou.

Lula também expressou sua insatisfação com a isenção do imposto de renda para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês, ao enfatizar que “salário não é renda”. No entanto, ele reconheceu que a realização de mudanças nesse âmbito requer a formação de uma ampla aliança política. “Acordo político é uma coisa tática”, sublinhou o presidente.

Alianças e a Chapa à Reeleição

O presidente aproveitou a ocasião para elogiar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), em meio a especulações sobre a continuidade da chapa na disputa pela reeleição. “Quando é que vocês imaginaram que eu e Alckmin íamos estar juntos? Nunca. Então, veja, o dado concreto é que isso mostra que a política é uma arte”, comentou Lula, chamando Alckmin ao seu lado. O vice-presidente, de meia vermelha, fez o sinal de ‘L’ com os dedos, simbolizando a união das forças.

Além de Alckmin, o palco contou com a presença do presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos, que observou o discurso do lado de trás.

“Na minha vida, as coisas só acontecem porque Deus quer que aconteçam. E o Geraldo Alckmin é uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida, porque é um homem extraordinário, que eu respeito e admiro”, acrescentou Lula, reforçando a importância da parceria.

Desinformação e o Futuro do PT

Em sua fala, Lula destacou a necessidade de construir alianças para garantir a vitória nas eleições, afirmando que o PT “não está com essa bola toda”. Ele enfatizou a necessidade de compor com outros partidos, destacando que, após um eventual novo mandato, ele não pretende continuar na política: “Acabou. Não se preocupem que eu não quero mais mandato, não. Depois desse, acabou. O partido é que tem de ser forte, não é o Lula”, disse.

O presidente também alertou sobre a proliferação de mentiras e desinformação na política atual, convocando o PT, PCdoB, PSB e PDT a se unirem no combate às fake news. “Essa luta é se a gente vai permitir que esse País continue a ser democrático ou se vai ser um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a democracia desse País, é a manutenção de instituições que, apesar de nossas críticas, garantem a democracia”, concluiu Lula.

Críticas ao Orçamento Secreto

Além das questões econômicas e políticas, o presidente Lula chamou a atenção para a mercantilização da política, afirmando que a prática atual “apodreceu”. Ele ainda fez críticas contundentes ao que chamou de orçamento secreto, que foi exposto por reportagens do Estadão. “A verdade é que o orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo, permitindo que deputados e senadores utilizem a mesma quantia que sobra para o governo federal”, argumentou Lula.

De acordo com o presidente, o valor envolvido chega a quase R$ 60 bilhões neste ano. “Se vocês acham que isso é normal, tudo bem. Para mim não é normal. E o que eu considero grave é que o PT votou favorável e ninguém reclama”, desabafou, evidenciando sua preocupação com a transparência na administração pública.

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