Um Novo Capítulo para o Metrô do Recife
A visita da governadora do Pernambuco, Raquel Lyra, ao metrô do Recife, acompanhada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, sinaliza o início de uma abordagem política inovadora em relação a uma questão que, por muito tempo, foi negligenciada pelos governantes estaduais. O anúncio de um investimento de R$ 500 milhões representa um marco importante, rompendo o ciclo de indiferença que tem permeado o sistema metroviário. Com isso, Raquel Lyra se reposiciona como uma protagonista na busca pela recuperação da principal infraestrutura de transporte da Região Metropolitana, colocando o metrô como uma prioridade na agenda pública.
Apesar de não ter controle administrativo direto sobre o sistema, a governadora adotou o papel de fiadora da reestruturação do metrô. Através de um Acordo de Cooperação Técnica com o governo federal, surge a oportunidade de modelar uma Parceria Público-Privada, evidenciando sua proatividade ao encarar as cobranças de forma pública e participativa. Com essa postura, o governo estadual busca legitimar sua atuação, posicionando-se como motor de mudanças necessárias. A expectativa é que o desgaste acumulado ao longo dos anos possa ser revertido por meio de ações concretas e uma narrativa de reconstrução contínua.
Infraestrutura e Mobilidade: Uma Nova Direção
A escolha do metrô como um foco de ação vai além de uma necessidade técnica. Junto a projetos complementares de infraestrutura de mobilidade, como corredores exclusivos e o Arco Metropolitano, o sistema metroviário tem potencial para se tornar um verdadeiro cartão de visitas da administração pública. A aliança com o ministro Jader Filho reforça o alinhamento com a União, em um momento em que a captação de recursos federais é crucial para a implementação de grandes projetos. Raquel Lyra, ao explorar esse alinhamento, não apenas fortalece sua governança, mas também se resguarda contra possíveis críticas prematuras que possam surgir.
Essa movimentação estratégica coloca a governadora em uma posição vantajosa para ampliar sua influência política na Região Metropolitana, que é historicamente marcada por disputas locais e uma presença governamental limitada em assuntos urbanos. Ao se associar à reestruturação do metrô, Raquel enfrenta o desafio de gerenciar um cronograma complexo, mas também abre espaço para uma agenda positiva que poderá se refletir nas próximas eleições. Internamente, acredita-se que, ao enfrentar um problema antigo, ela se firma como parte da solução, ganhando assim a confiança da população.
