segunda-feira 13 de abril

Resultados Que Impressionam

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve um desempenho notável na Avaliação Quadrienal 2021-2024 dos Programas de Pós-Graduação (PPGs), realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os resultados parciais, divulgados na última segunda-feira (12), revelaram que dos 93 programas avaliados, 23 conseguiram elevar seus conceitos, 57 mantiveram suas notas, três não foram avaliados por estarem em sua primeira análise, e apenas 10 registraram queda. Com isso, mais de 50% dos PPGs da UFPE agora são considerados de excelência, com conceitos 5, 6 e 7, consolidando a universidade como uma das instituições de maior destaque no sistema nacional de pós-graduação.

Os programas de Biologia Animal, Ciências Biológicas e Serviço Social foram os que mais se destacaram, alcançando o conceito 7, ao lado de Ciências da Computação, Engenharia de Produção e Física. O processo de avaliação da Capes, que ocorre a cada quatro anos, analisa diversos critérios, incluindo a qualidade da produção científica, a formação de recursos humanos, o impacto social dos programas, a internacionalização, a inserção regional e os mecanismos de planejamento e autoavaliação.

Avanços Significativos

Um dos principais avanços apontados foi o aumento do número de programas da UFPE com notas 6 e 7, que não apenas refletem a excelência acadêmica, mas também um elevado grau de internacionalização e forte inserção social. Nesta avaliação, a UFPE agora conta com 15 PPGs nessas categorias, um incremento significativo em relação aos nove programas com notas elevadas no ciclo de 2017. Entre os programas que subiram de conceito, destacam-se: Biologia Animal, Ciências Biológicas e Serviço Social, que chegaram ao conceito 7, além de Inovação Terapêutica, Engenharia Química, Química, Tecnologias Energéticas e Nucleares e Letras, que conquistaram conceito 6. Os programas de Ciências da Computação, Engenharia de Produção e Física mantiveram suas notas máximas, todas com conceito 7. No caso dos programas de Economia, Renorbio e Engenharia Civil, eles mantiveram o conceito 6.

Outro dado relevante é a estabilidade do número de programas com conceito 5, que permaneceu igual ao quadriênio anterior, totalizando 33 PPGs. Além disso, seis programas que antes tinham conceito 3 avançaram para a nota 4, elevando para 35 o total de PPGs nesse patamar. A longo prazo, esses resultados evidenciam um salto estruturante: de 2017 a 2025, o número de programas com conceito 3 foi reduzido para menos da metade, diminuindo de 24 para apenas 10, sendo que desses, 4 são recém-aprovados e receberam a nota 3.

Reconhecimento e Estratégia Institucional

O reitor Alfredo Gomes ressaltou que, em comparação a 2018, a UFPE teve um avanço histórico na avaliação da Capes, aumentando de forma consistente o número de programas com notas 6 e 7 e mais que dobrando sua presença em patamares de excelência internacional. Segundo Gomes, isso demonstra que a universidade se consolidou como uma referência nacional na avaliação da Capes, com mais da metade de seus programas de pós-graduação em nível de excelência, além de um crescimento expressivo das notas mais altas, fortalecimento da internacionalização, da inserção social e da interiorização, mesmo enfrentando restrições orçamentárias.

O vice-reitor Moacyr Araújo também comentou sobre os resultados, enfatizando que a UFPE fez uma escolha política acertada ao investir de forma planejada e responsável na pós-graduação stricto sensu. Ele destacou que esses avanços são ainda mais significativos considerando os desafios gerados pela insuficiência de infraestrutura e o baixo nível de financiamento das universidades públicas nos últimos anos, evidenciando a capacidade institucional da UFPE de planejar e avançar em contextos adversos. As diretrizes definidas no Plano Institucional de Pós-Graduação (PIPG), em articulação com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), foram fundamentais para a construção de uma política de longo prazo e ações concretas que visam reduzir as desigualdades internas e fortalecer os PPGs dos campi do interior.

Um Esforço Coletivo

A pró-reitora de Pós-Graduação da UFPE, Carol Leandro, frisou que os resultados são reflexo de um esforço coletivo e consistente. Para ela, o desempenho é resultado de uma política de pós-graduação construída de maneira participativa, com forte investimento em planejamento, monitoramento e autoavaliação, sem abrir mão do compromisso com a inclusão e a diversidade. O avanço dos níveis de excelência e a consolidação dos programas demonstram a maturidade do sistema de pós-graduação da universidade. Em termos de interiorização, o destaque fica para a manutenção das notas dos PPGs do Centro Acadêmico de Vitória (CAV) e a ascensão do PPG em Educação Contemporânea para nota 5, além do aumento do PPG de Engenharia de Produção para nota 4, ambos do Centro Acadêmico do Agreste (CAA).

Leandro também fez um agradecimento a todos que contribuíram para esses resultados. Ela elogiou a atuação dos coordenadores, docentes, discentes e técnicos administrativos, que, mesmo diante de dificuldades relacionadas à escassez de recursos e limitações de infraestrutura, realizaram um trabalho excepcional. A pró-reitora destacou em especial a atuação da equipe da Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG), cuja dedicação e visão estratégica foram fundamentais para orientar os programas e fortalecer a cultura de planejamento e autoavaliação institucional.

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