A Jornada de Pragmata
Em fevereiro, durante a cobertura do lançamento de ‘Resident Evil Requiem’, o nono capítulo da renomada série, destaquei um dos grandes desafios da indústria gamer atualmente. No entanto, a solução parece estar enraizada na essência da Capcom, responsável tanto por ‘Resident Evil’ quanto pelo título que analisamos hoje, ‘Pragmata’.
Embora ‘Resident Evil’ conte com uma base sólida de fãs e seja amplamente reconhecida como uma das principais franquias de horror nos videogames, a mesma consideração não pode ser feita para ‘Pragmata’. Este novo IP da desenvolvedora japonesa será lançado em 17 de abril de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X/S, Nintendo Switch 2 e PC, via Steam.
‘Pragmata’ possui um histórico peculiar. Anunciado em 2020, quando o PlayStation 5 foi revelado ao mundo, o jogo teve seu lançamento originalmente previsto para 2022, mas sofreu diversos adiamentos. Em junho de 2023, a data foi alterada para indefinido, gerando frustração entre os fãs. Porém, em 2025, o título voltou a ser mencionado, e a data de lançamento foi finalmente confirmada para 24 de abril de 2026, sendo antecipada em uma semana, fazendo os entusiastas comemorarem.
O jogo se desenrola em uma missão na estação de pesquisa lunar, onde o agente Hugh se vê isolado após um evento peculiar. Ao explorar a situação, ele conhece Diana, um robô com a aparência e a personalidade de uma criança. Juntos, eles formam uma ligação enquanto buscam retornar à Terra.
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Inovação e Diversão em Pragmata
Apesar de um histórico conturbado, ‘Pragmata’ não reflete essa turbulência na experiência inicial. O jogo oferece um frescor necessário e uma diversão inesperada, ressaltando a importância da inovação na indústria de videogames. Embora não tenha testado a demo, lançada após o The Game Awards de 2025, guardei minhas expectativas para a minha primeira jogatina. Ao final, o jogo superou em grande parte essas expectativas, principalmente no que diz respeito ao combate.
O sistema de combate é um dos principais destaques de ‘Pragmata’, dividido em duas etapas: primeiramente, Diana deve hackear os inimigos, todos robôs, para expor suas fraquezas. Em seguida, Hugh usa suas armas para neutralizá-los. Essa mecânica de hackeamento é surpreendentemente divertida, exigindo que o jogador resolva quebra-cabeças enquanto enfrenta inimigos, o que, à primeira vista, pode parecer complicado, mas se revela cativante.
Além disso, o jogo apresenta ‘nodos’ que oferecem efeitos adicionais aos ataques, como maior dano ou a lentidão dos adversários, o que mantém a mecânica fresca e interessante. A combinação de hackeamento e tiroteio flui bem, já que nenhum dos dois aspectos é excessivamente complicado, e ambos evoluem de maneira harmônica com o jogador.
A parte da gunplay, sob responsabilidade de Hugh, também se mostra envolvente. O jogo oferece uma variedade de novas armas, permitindo que o jogador escolha de acordo com seu estilo. Com quatro ‘unidades’ disponíveis — primária, de ataque, de defesa e tática —, há ampla liberdade para personalizar a experiência de combate. Apesar da falta de combate corpo a corpo em algumas situações, o jogo compensa com novidades constantes que mantêm o jogador intrigado.
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Fonte: ctbanews.com.br
Elementos da Gameplay e Narrativa
A estrutura de gameplay é organizada de forma curiosa, incorporando elementos de roguelite e plataforma. A presença de um abrigo separado do mapa, um sistema de moedas e a possibilidade de revisitar pontos anteriores adicionam uma camada estratégica à experiência. O jogo mistura influências de títulos como ‘Dead Space’ e ‘Portal’, combinando tecnologia visual com quebra-cabeças que devem ser desvendados enquanto o protagonista, Hugh, navega pelos ambientes complexos.
A relação entre Hugh e Diana é um dos pontos mais cativantes. Diana, uma novata em experiências, traz um carisma único à narrativa, enquanto Hugh se apresenta como um adulto sensato que acolhe sua nova companheira com empatia. Essa dinâmica é enriquecida por interações constantes entre os dois personagens, destacando-se em momentos tocantes que valorizam a conexão emocional.
Embora a história priorize a evolução da relação entre Hugh e Diana, outras tramas contextuais não recebem a mesma atenção, o que pode prejudicar um pouco a narrativa. Apesar disso, o enredo ainda consegue proporcionar momentos emocionantes, especialmente quando os protagonistas enfrentam surpresas que mudam o rumo de suas aventuras.
Aspectos Técnicos e Conclusão
Em termos técnicos, ‘Pragmata’ se destaca, especialmente no PS5. Após iniciar a gameplay no modo de desempenho, decidi explorar o modo de qualidade, que melhorou significativamente os gráficos, sem prejudicar o desempenho. O jogo cria uma atmosfera futurista vibrante, onde cores contrastantes se destacam em ambientes herméticos e estranhos.
Além disso, a experiência em gravidade zero, com movimentação lenta e impulsos diferenciados, traz uma nova perspectiva para a jogabilidade, algo que é particularmente interessante para um AAA em terceira pessoa. Contudo, vale ressaltar que as expressões faciais de Diana podem ser um pouco limitadas em alguns momentos, o que é compreensível, dado o peso que elas carregam na narrativa.
Em suma, ‘Pragmata’ oferece uma experiência gratificante na maioria de seus aspectos. É animador ver que, apesar dos desafios enfrentados durante seu desenvolvimento, a Capcom se empenhou em entregar um jogo leve, divertido e inovador, capaz de combinar conceitos estabelecidos com novas inspirações, resultando em uma experiência autêntica e promissora.
